10 June, 2016

22 October, 2012

Washington Irving


Existe uma santidade nas lágrimas. Não são marcas de fraqueza, mas de força. São mensageiras da dor incontrolável e do amor indescritível.

23 May, 2011

Thomas Moore

A liberdade é para poucos despertos.
A única palpitação que ela causa
é quando um coração indignado para,
mostrando que ela continua viva.

Oscar Wilde

Não existe pecado a não ser a estupidez.

28 February, 2011

Assassinato na Torre

A Sra. Land caminhou um pouco pela sala pensativa.


- Bem... Não sei se fui a última pessoa. Minha consulta deve ter terminado por volta de quatro, quatro e meia. Passei em uma quitanda depois disso, do Sr. Tomaz que fica bem próximo ao consultório. Pode perguntar o que quiser.

- Por acaso notou algo de diferente no Dr. Webster durante a consulta?

- Francamente, não me lembro Sr. Holmes. Só sei que passei com ele para falar de umas dores que tenho sentido ultimamente no estômago. A púnica coisa que notei foi que parecia um pouco impaciente. Atendeu-me muito rápido sendo que costuma levar quase uma hora em cada consulta. Ele gostava de falar com os pacientes.

- Notou se olha constantemente para o relógio ou algo parecido? Ele fez ou disse algo para apressá-la a se retirar?

- Não... Acho que não.

- Obrigada Sra. Land.

- Volte sempre detetive.

Apesar da amabilidade de Bárbara Land, havia alguma coisa nela que Holmes não aprovava, mas não sabia dizer o quê exatamente.

Holmes decidiu conversar um pouco com seu amigo para ver se ele tinha alguma idéia do que fazer. Além do mais, ainda era cedo. Dirigiu-se para a casa de Watson a fim de ouvir e ser ouvido.

- Não sabe que bem me faz sua visita, Holmes.

- Estava precisando de incentivo... Sabe como é, quando bate o desânimo, a gente tem vontade de largar tudo...

- Não fale assim Holmes! Logo, logo solucionará este caso, você vai ver! É bom mesmo. É bom nos reprovarmos de vez em quando, analisar as próprias atitudes, procurar aperfeiçoar-se... Você vai ver!

- É... Talvez você tenha razão.

- Mas vamos voltar ao caso, Holmes. Não estou fazendo nada, se você quiser companhia para as investigações estou a seu inteiro dispor.

- Será um prazer, Watson! As vezes você é minha consciência e meus pés no chão, não é mesmo?

- Ótimo! Primeiro o corpo foi encontrado na Torre de England às seis horas da manhã, mas calcula-se que a morte tenha ocorrido entre duas ou três horas pelo rigor do corpo. Mas o que um homem, ainda mais um médico estaria fazendo à esta hora em uma torre? Possivelmente, encontrando-se com o assassino, que não hesitou em tirar-lhe a vida. Porém, poderia também estar indo até a casa de um paciente, já que é um médico, quando foi abordado no caminho e obrigado a seguir para a torre. A autópsia indicou que o tiro foi à queima roupa. Mas, segundo me contou, parece que ele não tinha inimigos, o que indica ou supõe-se, que o assassino pode ser um desconhecido, ou alguma pessoa com mágoa antiga, alguém que ele tenha prejudicado ou arruinado no passado.

- Muito bom Watson! Você e sua mente invejável! Absorveu os pormenores.

- Nem um pouco comparada a sua, Holmes.

- Bem, chega de conversa e vamos interrogar o próximo paciente da lista.

- É um tal de James Wonder. Esteve no consultório pela última vez um dia antes da morte do Dr. Webster.

25 February, 2011

Assassinato na Torre

Holmes não havia feito grandes avanços. O próximo passo seria fazer uma visita a cada paciente, mas tinha receio de mais buscas frustradas. Como já era um pouco tarde, decidiu deixar este passo para o dia seguinte.


Holmes acordou bem cedo e logo estava no consultório do médico. A lista não era tão grande, de acordo com a caderneta de consultas. A maioria de seus pacientes consistia de mulheres, com apenas sete homens e três crianças. Isso era muito estranho devido ao conceito que ele tinha. Estava preparado para uma longa lista e intermináveis depoimentos. Tudo ali já havia sido remexido pela polícia sem sucesso, mas o inspetor fora claro ao pedir que nada fosse retirado até que Holmes pudesse olhar tudo. Aproveitou para verificar se algo não tinha passado despercebido.

O consultório encontrava-se em grande bagunça. Mesmo assim, deu uma olhada nas gavetas e encontrou apenas recibos. Um deles chamou-lhe a atenção, datado de 26 de julho de 1860 e estava em nome de uma mulher: Bárbara Land. Havia também anotado no mesmo recibo, o endereço da paciente. Holmes sabia que uma nova esperança brotava. Viu que a mulher fazia parte de sua lista e seria a primeira que visitaria.

Tocou a campainha do nº 45 da Av. St. William. Uma mulher de mais ou menos trinta e cinco anos atendeu-o.

- Boa tarde, esta é a casa da Sra. Land?

- Quem deseja falar-lhe?

- Detetive Holmes.

- Oh! Entre, por favor.

- Obrigado.

O ambiente era bem aconchegante. Havia uma lareira na sala que era dividida em dois ambientes com uma sala de jantar, os dois muito bem decorados, mais pelo bom gosto, pois a casa era desprovida de luxo. Mas notava-se que quem quer que tivesse escolhido os móveis, teve muito bom gosto. Mal tinha acabado de sentar-se e uma mulher de aparência agradável apareceu na porta, que devia dar, já que um cheiro delicioso de bolinhos vinha de lá, na cozinha.

- Em que posso lhe ajudar Sr. Holmes?

- Será que poderia responder a algumas perguntas, se não for incomodá-la?

- Mas é claro que não! Suponho que seja a respeito da morte do bom doutor, não é?

- Sim... Pelos registros que encontrei em seu consultório, a senhora pode ter sido a última pessoa que viu o médico ainda com vida, antes do crime.

Assassinato na Torre

II

As investigações

Na manhã seguinte, Holmes dirigiu-se à biblioteca Municipal de Londres.

- Bom dia, Srta. Winiston. Gostaria de checar artigos de jornais de 1885.

- Bom dia, Sr. Holmes. Pode sentar-se em qualquer uma das mesas, que pegarei os exemplares que encontrar em nossos arquivos para o senhor.

- Obrigado, senhorita.

Depois de passar a manhã inteira na biblioteca, Holmes decidiu acabar com aquela infrutífera busca. Andou pelas ruas vagando em pensamentos. “Por que alguém mataria um médico que aparentemente não conhecia muita gente na cidade? O que o assassino ganharia com isso? E por que deixaram o corpo em uma torre que várias pessoas visitam? Não faz sentido para mim. Melhor dar uma olhada na casa do homem.”

Chegando à casa do Dr. Edward Webster, Holmes procurou uma pista nas coisas pessoais do médico, gavetas, armários, pastas... A única coisa que encontrou e que poderia ser uma boa pista foi fotos de Webster com outro médico, muito amigo dele, ao que parecia, o tal Dr. Foster como mostrava a inscrição atrás da fotografia e algumas outras com pessoas que não pareciam ser inglesas. Isso inquietou a mente aguçada de Holmes. Quem seriam aquelas pessoas? Que tipo de vida o Dr. Webster havia escondido da sociedade? Holmes sabia que a primeira coisa a fazer era uma visita ao Dr. Foster e ver se descobria mais alguma coisa, pois na velocidade em que as coisas iam, levaria anos para solucionar este caso. Apesar das fotografias estarem amareladas pelo tempo, a com Foster parecia bem recente. Pretendia também descobrir quem eram aquelas pessoas com algumas investigações.

Eram mais ou menos duas horas da tarde quando Holmes chegou ao consultório do Dr. Foster.

- Em que posso lhe ser útil, detetive?

- Soube da morte de Edward Webster, doutor?

- Sim, senhor...

- Holmes, pode me chamar de Holmes.

- Holmes... Já ouvi a seu respeito antes. Também vejo seu nome nos jornais.

- É... A imprensa algumas vezes divulga fatos sobre minhas investigações.

- Imagino... Um detetive tão famoso... Só pode ser bem conhecido. Bem, Edward e eu éramos velhos amigos. Uma perda irreparável para a humanidade. Excelente médico!

- O senhor tem conhecimento se alguém não gostava do Dr. Webster?

- Não, não... Ele era tão bom para seus pacientes, para as pessoas em geral, que não creio que tenha inimigos.

Holmes retirou do bolso de seu casaco xadrez as fotos que havia trazido consigo e mostrou-as ao Dr. Foster.

- Estas fotos estavam na casa dele. Reconhece alguém? Por favor, tente identificar alguma destas pessoas. Por acaso ele alguma vez comentou sobre família, seu passado...

- Éramos amigos, mas Edward era muito reservado quanto à sua vida particular. Costumávamos jogar cartas ao menos uma vez por semana, mas se a conversa tomasse o rumo particular, ele mudava de assunto, disfarçava... Por consideração a ele, eu não insistia. A conversa normalmente girava em assuntos médicos, científicos, coisas do gênero.

- Muito obrigado, doutor. Sua ajuda foi apreciada. Se houver necessidade, posso voltar a procurá-lo?

- Mas é claro! Se eu puder ajudar em algo, farei com imenso prazer. Alguém que mata uma pessoa como Edward, não pode ficar impune.


- Até mais. Mais uma vez, obrigado.

Assassinato na Torre

I

O Assassinato

Em uma fria noite de 1860, na cidade de Londres, acontecia mais um ilucidável caso para o melhor detetive inglês que o mundo já viu: Sherlock Holmes. A polícia não tinha nenhuma pista e por isso o caso se tornava mais difícil e estranho, porém não impossível para Holmes. O chefe de polícia apenas disse se tratar de um médico, sem inimigos... Sem qualquer antecedente que pudesse colocá-lo em perigo de alguma forma.

Holmes, ao sair da Scotland Yard, tinha a cabeça povoada de perguntas. Por que alguém mataria um médico que ajudava as pessoas? Embora fosse particular, atendia os mais necessitados sem cobrar a consulta. Assalto? Não, a hipótese já havia sido descartada. Seus pertences como carteira, relógio, não haviam sido tocados, motivo pelo qual logo descobriram a identidade do cadáver. Holmes atravessou a rua, olhou para o Big Ben e olhou seu próprio relógio de bolso. Perfeito. Seguiu adiante.

Chegando em casa, seu velho amigo o aguardava:

- Meu caro Watson, a que devo o prazer de sua visita?


- Venho saber notícias sobre o caso do médico que já corre solto por toda Londres. Achei que gostaria de falar a respeito.

- Bem, sobre o caso, não há pistas. E estava mesmo precisando conversar um pouco. É um enigma. Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, estou em uma encruzilhada, Watson.

Watson olhou para o amigo.


- Onde está seu otimismo, Holmes? Até parece que está diante do caso de Jack, o Estripador.

- Estou começando a achar que sim. – Enquanto isso acendia um cachimbo, marca registrada de Holmes. Ele era o retrato de um detetive londrino. Longa capa xadrez, chapéu parecido com o de um jóquei, no mesmo tecido da capa. – É isto mesmo, Watson!
- O quê?
- É claro como o dia! Ninguém reparou em um fato muito estranho, Watson. Apesar de muito bondoso, este médico sempre viveu sozinho e antes de chegar a Londres, ninguém sabe sobre seu passado. De onde veio ou o que fazia... Ele não possuía inimigos aqui, mas quem pode garantir quanto ao que ele deixou para trás? Sei disso, porque chequei os arquivos na Scotland Yard e conversamos com alguns moradores vizinhos.
- Você é um gênio, Holmes!
- É elementar meu caro Watson.

Criaturas da Noite - O início

Alex levantou, trocou-se e encontrou o tio na sala de visitas. Embora tivesse visto sua namorada no dia anterior, uma saudade imensa oprimia seu peito. Mas não era somente a saudade que o deixava triste. Era sua condição perante sua amada. Alex sabia que o certo seria romper o namoro e deixá-la livre. No entanto, não conseguia abrir mão deste amor. Como poderia atravessar os séculos sabendo que sua condenação ia além de sua imortalidade, mas também da privação do único motivo pelo qual valia a pena continuar.

Contar a ela a verdade seria loucura. Afinal, as pessoas não acreditavam em vampiros. No entanto punia-se com um sentimento de culpa por esconder seu passado de Elen. Mas era necessário, pelo menos por enquanto.

15 February, 2011

Amor é libertação

Quem ama é a pessoa mais livre do mundo. O amor não aprisiona, liberta. Quem ama comete loucuras, travessuras... O amor é assim. Dá asas a imaginação, leveza ao coração e é cúmplice da paixão.

07 February, 2011

Labirinto

A vida é como um labirinto... Você entra nela, anda, anda... Mas nunca sabe se conseguirá achar a saída.

Criaturas da Noite - O início

Ivan e o sobrinho chegaram ao flat em Moema onde residiriam nos próximos dois meses. Ele não poderia passar muito tempo aqui, pois um país tropical com temperaturas altíssimas e um sol escaldante era a última morada que poderia escolher. A hora da visita não poderia ser pior. Em pleno verão. Já estava imaginando o dia seguinte como seria... Por isso havia agendado a reunião com o grupo que estava interessado perto das seis da tarde. Assim poderia parar o carro no subsolo e até quie entrasse, fizesse a reunião e saísse, já seria noite. Longos anos passados na escuridão, vivendo noturna e sorrateiramente, aguardando um sentido para continuar neste mundo e ele finalmente aparecera.

Olhou para o celular e para o cartão quer recebera de Ana. Seria muito cedo para ligar? O dia mal raiara e lá estava ele, com aquela angústia em ouvir a voz melodiosa novamente. Ele precisava se concentrar. O tempo era curto para conseguir o seu intento. Precisava da aproximação, mas não poderia assustá-la. Por sorte havia o relacionamento de Alex, que serviria de desculpa para forjar algumas situações. Ivan sempre planejara cuidadosamente cada um de seus passos. Por isso sobrevivera a vários anos no anonimato, apesar de sua enorme riqueza. Era necessário. Forjar herdeiros, continuar a administração dos bens, assumir novas identidades. Tudo isso não era nem um pouco fácil. Sua única companhia era Alex. Ele, que foras o único membro de sua família que sobrevivera a um ataque no século XV. Era o filho que não tivera, seu mais leal amigo e querido ente.