25 February, 2011

Assassinato na Torre

Holmes não havia feito grandes avanços. O próximo passo seria fazer uma visita a cada paciente, mas tinha receio de mais buscas frustradas. Como já era um pouco tarde, decidiu deixar este passo para o dia seguinte.


Holmes acordou bem cedo e logo estava no consultório do médico. A lista não era tão grande, de acordo com a caderneta de consultas. A maioria de seus pacientes consistia de mulheres, com apenas sete homens e três crianças. Isso era muito estranho devido ao conceito que ele tinha. Estava preparado para uma longa lista e intermináveis depoimentos. Tudo ali já havia sido remexido pela polícia sem sucesso, mas o inspetor fora claro ao pedir que nada fosse retirado até que Holmes pudesse olhar tudo. Aproveitou para verificar se algo não tinha passado despercebido.

O consultório encontrava-se em grande bagunça. Mesmo assim, deu uma olhada nas gavetas e encontrou apenas recibos. Um deles chamou-lhe a atenção, datado de 26 de julho de 1860 e estava em nome de uma mulher: Bárbara Land. Havia também anotado no mesmo recibo, o endereço da paciente. Holmes sabia que uma nova esperança brotava. Viu que a mulher fazia parte de sua lista e seria a primeira que visitaria.

Tocou a campainha do nº 45 da Av. St. William. Uma mulher de mais ou menos trinta e cinco anos atendeu-o.

- Boa tarde, esta é a casa da Sra. Land?

- Quem deseja falar-lhe?

- Detetive Holmes.

- Oh! Entre, por favor.

- Obrigado.

O ambiente era bem aconchegante. Havia uma lareira na sala que era dividida em dois ambientes com uma sala de jantar, os dois muito bem decorados, mais pelo bom gosto, pois a casa era desprovida de luxo. Mas notava-se que quem quer que tivesse escolhido os móveis, teve muito bom gosto. Mal tinha acabado de sentar-se e uma mulher de aparência agradável apareceu na porta, que devia dar, já que um cheiro delicioso de bolinhos vinha de lá, na cozinha.

- Em que posso lhe ajudar Sr. Holmes?

- Será que poderia responder a algumas perguntas, se não for incomodá-la?

- Mas é claro que não! Suponho que seja a respeito da morte do bom doutor, não é?

- Sim... Pelos registros que encontrei em seu consultório, a senhora pode ter sido a última pessoa que viu o médico ainda com vida, antes do crime.

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