I
O Assassinato
Em uma fria noite de 1860, na cidade de Londres, acontecia mais um ilucidável caso para o melhor detetive inglês que o mundo já viu: Sherlock Holmes. A polícia não tinha nenhuma pista e por isso o caso se tornava mais difícil e estranho, porém não impossível para Holmes. O chefe de polícia apenas disse se tratar de um médico, sem inimigos... Sem qualquer antecedente que pudesse colocá-lo em perigo de alguma forma.
Holmes, ao sair da Scotland Yard, tinha a cabeça povoada de perguntas. Por que alguém mataria um médico que ajudava as pessoas? Embora fosse particular, atendia os mais necessitados sem cobrar a consulta. Assalto? Não, a hipótese já havia sido descartada. Seus pertences como carteira, relógio, não haviam sido tocados, motivo pelo qual logo descobriram a identidade do cadáver. Holmes atravessou a rua, olhou para o Big Ben e olhou seu próprio relógio de bolso. Perfeito. Seguiu adiante.
Chegando em casa, seu velho amigo o aguardava:
- Meu caro Watson, a que devo o prazer de sua visita?
- Venho saber notícias sobre o caso do médico que já corre solto por toda Londres. Achei que gostaria de falar a respeito.
- Bem, sobre o caso, não há pistas. E estava mesmo precisando conversar um pouco. É um enigma. Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, estou em uma encruzilhada, Watson.
Watson olhou para o amigo.
- Onde está seu otimismo, Holmes? Até parece que está diante do caso de Jack, o Estripador.
- Estou começando a achar que sim. – Enquanto isso acendia um cachimbo, marca registrada de Holmes. Ele era o retrato de um detetive londrino. Longa capa xadrez, chapéu parecido com o de um jóquei, no mesmo tecido da capa. – É isto mesmo, Watson!
- O quê?
- É claro como o dia! Ninguém reparou em um fato muito estranho, Watson. Apesar de muito bondoso, este médico sempre viveu sozinho e antes de chegar a Londres, ninguém sabe sobre seu passado. De onde veio ou o que fazia... Ele não possuía inimigos aqui, mas quem pode garantir quanto ao que ele deixou para trás? Sei disso, porque chequei os arquivos na Scotland Yard e conversamos com alguns moradores vizinhos.
- Você é um gênio, Holmes!
- É elementar meu caro Watson.
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