II
As investigações
Na manhã seguinte, Holmes dirigiu-se à biblioteca Municipal de Londres.
- Bom dia, Srta. Winiston. Gostaria de checar artigos de jornais de 1885.
- Bom dia, Sr. Holmes. Pode sentar-se em qualquer uma das mesas, que pegarei os exemplares que encontrar em nossos arquivos para o senhor.
- Obrigado, senhorita.
Depois de passar a manhã inteira na biblioteca, Holmes decidiu acabar com aquela infrutífera busca. Andou pelas ruas vagando em pensamentos. “Por que alguém mataria um médico que aparentemente não conhecia muita gente na cidade? O que o assassino ganharia com isso? E por que deixaram o corpo em uma torre que várias pessoas visitam? Não faz sentido para mim. Melhor dar uma olhada na casa do homem.”
Chegando à casa do Dr. Edward Webster, Holmes procurou uma pista nas coisas pessoais do médico, gavetas, armários, pastas... A única coisa que encontrou e que poderia ser uma boa pista foi fotos de Webster com outro médico, muito amigo dele, ao que parecia, o tal Dr. Foster como mostrava a inscrição atrás da fotografia e algumas outras com pessoas que não pareciam ser inglesas. Isso inquietou a mente aguçada de Holmes. Quem seriam aquelas pessoas? Que tipo de vida o Dr. Webster havia escondido da sociedade? Holmes sabia que a primeira coisa a fazer era uma visita ao Dr. Foster e ver se descobria mais alguma coisa, pois na velocidade em que as coisas iam, levaria anos para solucionar este caso. Apesar das fotografias estarem amareladas pelo tempo, a com Foster parecia bem recente. Pretendia também descobrir quem eram aquelas pessoas com algumas investigações.
Eram mais ou menos duas horas da tarde quando Holmes chegou ao consultório do Dr. Foster.
- Em que posso lhe ser útil, detetive?
- Soube da morte de Edward Webster, doutor?
- Sim, senhor...
- Holmes, pode me chamar de Holmes.
- Holmes... Já ouvi a seu respeito antes. Também vejo seu nome nos jornais.
- É... A imprensa algumas vezes divulga fatos sobre minhas investigações.
- Imagino... Um detetive tão famoso... Só pode ser bem conhecido. Bem, Edward e eu éramos velhos amigos. Uma perda irreparável para a humanidade. Excelente médico!
- O senhor tem conhecimento se alguém não gostava do Dr. Webster?
- Não, não... Ele era tão bom para seus pacientes, para as pessoas em geral, que não creio que tenha inimigos.
Holmes retirou do bolso de seu casaco xadrez as fotos que havia trazido consigo e mostrou-as ao Dr. Foster.
- Estas fotos estavam na casa dele. Reconhece alguém? Por favor, tente identificar alguma destas pessoas. Por acaso ele alguma vez comentou sobre família, seu passado...
- Éramos amigos, mas Edward era muito reservado quanto à sua vida particular. Costumávamos jogar cartas ao menos uma vez por semana, mas se a conversa tomasse o rumo particular, ele mudava de assunto, disfarçava... Por consideração a ele, eu não insistia. A conversa normalmente girava em assuntos médicos, científicos, coisas do gênero.
- Muito obrigado, doutor. Sua ajuda foi apreciada. Se houver necessidade, posso voltar a procurá-lo?
- Mas é claro! Se eu puder ajudar em algo, farei com imenso prazer. Alguém que mata uma pessoa como Edward, não pode ficar impune.
- Até mais. Mais uma vez, obrigado.
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