28 February, 2011

Assassinato na Torre

A Sra. Land caminhou um pouco pela sala pensativa.


- Bem... Não sei se fui a última pessoa. Minha consulta deve ter terminado por volta de quatro, quatro e meia. Passei em uma quitanda depois disso, do Sr. Tomaz que fica bem próximo ao consultório. Pode perguntar o que quiser.

- Por acaso notou algo de diferente no Dr. Webster durante a consulta?

- Francamente, não me lembro Sr. Holmes. Só sei que passei com ele para falar de umas dores que tenho sentido ultimamente no estômago. A púnica coisa que notei foi que parecia um pouco impaciente. Atendeu-me muito rápido sendo que costuma levar quase uma hora em cada consulta. Ele gostava de falar com os pacientes.

- Notou se olha constantemente para o relógio ou algo parecido? Ele fez ou disse algo para apressá-la a se retirar?

- Não... Acho que não.

- Obrigada Sra. Land.

- Volte sempre detetive.

Apesar da amabilidade de Bárbara Land, havia alguma coisa nela que Holmes não aprovava, mas não sabia dizer o quê exatamente.

Holmes decidiu conversar um pouco com seu amigo para ver se ele tinha alguma idéia do que fazer. Além do mais, ainda era cedo. Dirigiu-se para a casa de Watson a fim de ouvir e ser ouvido.

- Não sabe que bem me faz sua visita, Holmes.

- Estava precisando de incentivo... Sabe como é, quando bate o desânimo, a gente tem vontade de largar tudo...

- Não fale assim Holmes! Logo, logo solucionará este caso, você vai ver! É bom mesmo. É bom nos reprovarmos de vez em quando, analisar as próprias atitudes, procurar aperfeiçoar-se... Você vai ver!

- É... Talvez você tenha razão.

- Mas vamos voltar ao caso, Holmes. Não estou fazendo nada, se você quiser companhia para as investigações estou a seu inteiro dispor.

- Será um prazer, Watson! As vezes você é minha consciência e meus pés no chão, não é mesmo?

- Ótimo! Primeiro o corpo foi encontrado na Torre de England às seis horas da manhã, mas calcula-se que a morte tenha ocorrido entre duas ou três horas pelo rigor do corpo. Mas o que um homem, ainda mais um médico estaria fazendo à esta hora em uma torre? Possivelmente, encontrando-se com o assassino, que não hesitou em tirar-lhe a vida. Porém, poderia também estar indo até a casa de um paciente, já que é um médico, quando foi abordado no caminho e obrigado a seguir para a torre. A autópsia indicou que o tiro foi à queima roupa. Mas, segundo me contou, parece que ele não tinha inimigos, o que indica ou supõe-se, que o assassino pode ser um desconhecido, ou alguma pessoa com mágoa antiga, alguém que ele tenha prejudicado ou arruinado no passado.

- Muito bom Watson! Você e sua mente invejável! Absorveu os pormenores.

- Nem um pouco comparada a sua, Holmes.

- Bem, chega de conversa e vamos interrogar o próximo paciente da lista.

- É um tal de James Wonder. Esteve no consultório pela última vez um dia antes da morte do Dr. Webster.

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